Aɴᴏᴍɪᴀ ᴅᴏ Aᴍᴏʀ



Aɴᴏᴍɪᴀ ᴅᴏ Aᴍᴏʀ


Pode o mundo, em meio ao caos,

Reverberar-se a uma anomia,

Por ideias socialmente opostas,

Entrar em uma dicotomia.


Cercando o mundo de forma insalubre,

Na mais pura melancolia.

Mas ainda assim sobrará em mim

Bastante espaço para proliferar

Tamanha admiração pelos seus traços,

Por sua idiossincrasia.


Em virtude disso, consequentemente

Sinto sua falta, e vê-la, senti-la,

Tocá-la, beijá-la em um dia 

É paliativo.


E de repente, tu irás,

E só virás só após uma eternidade.

E eu esperarei, e o silêncio de sua voz serena

Se manifestará em meu ouvido.


Digo que sou seu, que és minha,

Mas sermos um do outro não é sentido de posse,

Afinal, se fosse, seria efemeridade.


É onde  𝙴𝚛𝚘𝚜, Á𝚐𝚊𝚙𝚎, 𝙿𝚑𝚒𝚕𝚒𝚊  se manifestam,

De longe nos detestam:

"Como explicar esse intenso ardor que inflama?"

Eles contestam.


Pois esse desejo em ti cresce,

Seu cheiro em mim prevalece,

E sua ausência me desfalece!


~Eudivan Junior

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