melodia da morte ao som de Bartô Galeno
Era pra ser mais uma noite normal, em um rolê normal com antigos amigos, no lugar marcado de sempre, mas com certeza, aquele dia me marcou. Foi o maior choque de realidade que eu tive.
Acontece que no meio de muitas conversas, bebedeiras, e coisas loucas que vc só diria se estivesse bêbado, um cara teve a brilhante ideia de ir pegar uma caixa de som, indo no carro dele. Acontece, que dava pra ver que o filho da putinha não tinha capacidade nenhuma de dirigir, estava muito louco, e tomando triunfo como se fosse água. Tivemos até a idéia de outra pessoa dirigir o volante, mas não sei oq tinha na cabeça, daquele neurótico, que claramente deve se evitar o volante, mas insistiu, o carro era dele, então ele só foi.
Não sei oq deu na minha cabeça, mais eu e um cara decidimos ir juntos, e o outro menino como copiloto. Assim que entrei eu só ouvi o carro o cara ligou o carro, e já queria saber de acelarar, com o volante já passando do oitenta, o cara só queria saber de acelerar pra sair do lugar. Por que ninguém tocou no ombro dele e falou: amigo, fica. Ou então: Amigo, Calma, ninguém aqui tá com pressa.
Assim que ele acelerou eu senti uma batida grande no carro, e vários gritos do lado de fora. O carro tinha derrubado o poste, e o poste passou perto de pegar em cima do carro onde eu e o outro cara estávamos. Por sorte, ninguém teve ferimentos graves, mas, podia ser pior.
Depois que o carro já tava todo amassado, e o poste caido, voltamos a beber. Voltei a beber, em homenagem a minha vida, por eu ter vivo.
Mas no outro dia, quando tava sóbrio pensei: Caralho, eu ontem tive tanta sorte, a malvada da morte andou perto de mim. No carro, deu bobeira, e numa brincadeira quase levo fim. Só lembrava dessa música, e toda vez que ouço me vem esses flash backs.
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